Diário da Copa 2026 #4 | Semifinal com as melhores seleções do ranking mundial

Sem surpresa, campeã vai aumentar a sua galeria de títulos

Depois de 100 jogos, a semifinal da Copa do Mundo 2026 está no papel. Cada semifinalista passou por provas diferentes, escreveu um roteiro particular e cumpriu o desenho garantido pela FIFA desde o sorteio dos grupos. Se as quatro melhores colocadas do ranking fossem campeãs das suas respectivas chaves e avançassem pelo mata – o encontro entre as seleções seria apenas na decisão do pódio. França, Espanha, Inglaterra e Argentina chegaram. Não teve surpresa.

Tem expectativa. Desde 1990 o troféu máximo de uma Copa do Mundo não era disputado apenas por campeãs. Apenas uma delas vai aumentar sua conta. Mais que favoritismo, o trabalho recente foi premiado. Franceses buscam a terceira final consecutiva. Espanhóis são atuais campeões da Europa. Ingleses estão batendo na trave. Argentinos defendem o título. São as escolas protagonistas nos últimos ciclos – cada qual do seu jeito – com conjuntos de classe e o individual preparado para decidir.

França

A seleção de Deschamps foi dominante em todas as fases do chaveamento. Eliminou a Suécia com muita superioridade. Contra o Paraguai, sentiu dificuldade para furar o esquema defensivo. Nada como a Alemanha – que de favorita foi eliminada pelos sul-americanos. Mbappé – de longe dono de grandes números – foi marcado de perto, provocado, até que no pequeno espaço dos seus oponentes, em uma cobrança de pênalti, decidiu contra Orlando Gill – goleiro absoluto em todos os outros duelos diante do atacante francês. Contra Marrocos – que tirou a Holanda do caminho – a França enfrentou o paredão Bono. De tanto que tentou, conseguiu duas vezes e sem sofrer na defesa fez o suficiente para chegar novamente no topo de uma Copa do Mundo – uma história mais comum do que o contrário de 1998 para cá.

Espanha

A Espanha disputa uma Euro dentro da Copa do Mundo 2026. Fez o placar mais elástico contra a Áustria. Na sequência, as vitórias foram assinadas nos minutos finais pelo decisivo – vindo do banco de reservas – Merino. Nas Oitavas, Portugal e Cristiano Ronaldo não conseguiram o desfecho dos sonhos, pararam nos espanhóis. Nas Quartas, a seleção espanhola venceu uma Bélgica embalada pelo seu melhor desempenho neste mundial. Os belgas vinham da goleada sobre os EUA, 4 x 1 – um jogo marcado pela, sem precedentes, decisão totalmente política e nada esportiva de Trump e FIFA em anular a suspensão de Balogun, expulso nos 16 Avos. O ocorrido causou o efeito contrário, atraiu para os anfitriões uma pressão desnecessária e o futebol no campo terminou vencedor. Passado esse episódio marcante, onde a bola deve rolar, Lamine Yamal, com 19 anos e uma Eurocopa vencida antes da maioridade, chama a responsabilidade e pode ser o trunfo de La Roja em mais uma etapa no seu torneio europeu que pode levar ao bicampeonato mundial.

Inglaterra

Na Copa dos goleadores, a Inglaterra apresenta uma dupla. A trilha sonora é um hit e ecoa nas redes. Wonderwall, do Oasis, sintoniza arquibancada e jogadores a cada nova vitória. Soa como comemoração e alívio a cada suada classificação. Nos 16 Avos, a RD Congo se impôs, abriu o placar, parecia levar o título de ‘zebra’, mas Kane – o artilheiro de Tottenham e Bayern de Munique – fez o seu melhor, duas vezes. Em seguida, na acalorada atmosfera do Azteca, a vitória com um jogador a menos definiu a despedida do México. Depois, a Noruega de Haaland, seleção engrandecida pela eliminação do Brasil, a perfomance do atacante em sua estreia em Copa e a histórica campanha dos Vikings. Bellingham tomou conta da pista, foi o maestro, tocou mais uma vez o disco da virada, consolidada na prorrogação. Cantou mais alto os ingleses.

Argentina

Se em 2022 Scaloni mostrou uma Argentina crescente, o desafio na defesa do título mundial é outro. Cabo Verde e Egito foram vencidas no mata pelo que Messi guardou para o final. No limite. Quando parecia que nada mais era possível, o suor da estrela virou combustível e terminou em lágrimas pela competição que se prolonga. Diante da Suíça, o gol argentino apareceu cedo. Dos pés do artilheiro e assistente histórico – Lionel Messi – para a cabeça de Mac Allister. O enredo parecia diferente, seguiu o mesmo. O resultado não deu tranquilidade. Para além do empate que bateu no 2ºT, a escrita seguia trágica. Na coisa do destino, Embolo simulou uma falta e recebeu o segundo cartão amarelo. Foi o fôlego necessário, Álvarez e Lautaro marcaram na prorrogação. Prorrogado o tempo de Argentina na Copa do Mundo de 2026, como tem sido, uma seleção que parece recusar a despedida. E continua…

Please follow and like us:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *