Um Ponto de Cultura na FLIRP 2025

Ponto dá sentido. Cultura é nossa exclamação. O final pra gente é sempre mais interrogação quando é reticências…

A 4ª edição da Feira Literária de Ribeirão Pires –  a FLIRP – marcou nossa 3ª participação no evento que celebra a arte dos livros e a cada ano homenageia uma persona – Oswald de Andrade (2022), Clarice Lispector (2023), Ariano Suassuna (2024) e Cecília Meireles (2025). O estande – para nossa coletividade – é o lugar que se abriu e abre como ponto de encontro para as ideias, ideais e todas as idades – ocupado pela cultura: um ponto de cultura na FLIRP.

Durante o final de semana, 20 e 21 de setembro, nosso ponto-programação foi envolto pelas palavras dos livros de editoras, selos, autoras e autores da região ABCDMRR; pelo trato com o papel, a caneta e a força criativa do fanzine na oficina Experimentando Fazer Publicações Artesanais com o poeta e autopublicador Enrique Aue; e pela troca em uma performance radiofônica com atrações e público no mesmo espaço-frequência, sintonizando o som de Vinicio Narciso e Camila Nazareth, além da fala de Fernando Rodriguez Fernandes sobre a sua graphic novel, em pré-lançamento, Gris Parra: volume 1, como detalha a sinopse, abaixo:

Maria Gris nunca deixou a tristeza tirar a glória das conquistas e diminuir seu encanto pela vida. Nem mesmo a distância de um oceano foi capaz de separá-la daqueles que amava, sempre unidos por lembranças e pela imensa alegria que ela tinha em viver. Uma mulher que conheceu a importância de preservar a própria identidade e que por isso contava histórias cantarolando e encenando trechos de sua vida. Aos 98 anos ela partiu deste mundo, mas, assim como todos aqueles que protagonizam essas histórias, permanecerá viva dentro de quem as ler. Pois qual força é maior que a paixão para que a vida seja traduzida em histórias?

Território Livre Fm na FLIRP 2025, com participações de Enrique Aue, Vinicio Narciso, Camila Nazareth e Fernando Rodriguez Fernandes 

Encontros, encantos e apontamentos, foi desse jeito nossa vivência pela FLIRP 2025. Conhecendo o autor que costura seu livro depois de amarrar as pontas da sua história, passando pelo escritor que pontuou a escrita como a pior parte do seu processo e recebendo a escritora que atravessou a ponte para desembarcar seus livros n’A BanCa. Cada pontilhado de conversa uma forma maior ganhou contorno.

Na FLIRP, livros vão, se espalham e espelham as páginas de Ribeirão Pires, uma Estância Turística com pontos que vão desde a caneta pesada do rimador até o pilar de papiro do projeto que ainda vai ganhar as ruas, possibilidades artísticas que valem pontuar pelos quatro cantos da cidade e podem servir como índice permanente para formar plateia, atrair turista e recompensar – devidamente – trabalhos culturais. Ponto…

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