Experiências, atrativos e as extensões dos games na BGS 2025
Nem só de jogar, marcas na BGS apostam em conexão com fãs, transformar o público em personagem do jogo e as maneiras de projetar a arte extraída dos games
Território Livre Fm na BGS 2025 (Fotos: Território Livre Fm)
A Brasil Game Show acostumou sua comunidade – vendeu seu evento – como lugar dos lançamentos. A maior do ramo. Em primeira mão. Expectativas. Mas, os tempos mudaram desde as edições iniciais. Um ano para a indústria de entretenimento pode significar mais que 365 dias. O negócio mudou. Interesses. O olhar de quem frequenta anualmente também muda, a feira vai perdendo o ponto em que tudo é uma estonteante novidade. Sendo assim, ao que parece, todas as peças do jogo – que constroem o produto final, os dias de feira – carregam em si a transformação.
No segmento – dos games – são diversos fatores que podem interferir antes do fechamento das atrações. No caso de São Paulo, agora são duas grandes feiras tratando apenas de jogos eletrônicos e com intervalo de poucos meses entre uma e outra. Sem contar a oferta de megaeventos focados em Cultura Pop – que, independentemente, vão competir no calendário, nos preços e na atenção da comunidade. Voltando para o ramo dos games, eventos pelo mundo ou organizados pelas próprias desenvolvedoras podem impactar no circuito. O match tem que valer para as duas partes: evento e marcas. Negócios. O público fica no aguardo…
Então, como foi pela BGS 2025?
Quando uma nova edição de BGS abriu as portas, Pokémon foi, talvez, a maior surpresa de 2025. Com estande próprio, lúdico e ativações bem desenvolvidas. Participantes escolhiam um personagem, imprimiam instantaneamente um card e partiam em jornada até concluírem sua mega-evolução. Não tinha o jogo, a pessoa virava a própria jogadora dentro do espaço. Das mais famosas desenvolvedoras, Sega e Nintendo marcaram território com seus estandes em celebração, principalmente, a Sonic e Mario, respectivamente. É o tipo de aceno que fã gosta. Obrigado.
Para quem é do time da experiência, a BGS segue possibilitando o encontro com as equipes de eSports e personalidades da indústria, exemplo maior foi a participação de Hideo Kojima – responsável por Metal Gear, Death Stranding e mais (algumas pessoas relataram insatisfação com a organização do Meet & Greet). Um game over, foi a ausência do clima dos campeonatos – a disputa, o barulho das torcidas e a entrega de troféus. Se aconteceu, não foi com a euforia e divulgação como rolou até o ano passado.
Na área de equipamentos, empresas lançaram suas apostas de interação com simuladores de carros de modelos variados e na degustação das suas novidades. A TCL levou um televisor de 115 polegadas para disputas de Mortal Kombat 1. Uma experiência. Os cenários do jogo, cada vez mais participativos na luta, saltam aos olhos em seus detalhes. Apenas um exemplo de como o evento é para as marcas importante para além, e pouco interessante se para qualquer parte durar – só – os quatro dias. Aguçar para o consumo fora dali e fidelizar para a volta no ano seguinte: combo perfeito. O público faz suas escolhas.

Outro atrativo que funciona – e parece atrair muita gente – são os shows. Além de ser presente no título do evento, a BGS incorporou no seu line-up apresentações de bandas e orquestras. Em 2025, pela primeira vez, PlayStation: The Concert subiu ao palco principal da maior feira de games das Américas. Prometendo uma nova forma de levar as trilhas dos jogos para fãs, o espetáculo de luzes, projeções e efeitos sublinhou a qualidade dos temas, clássicos de God of War, The Last of Us, Ghost of Tsushima e Horizon. Qualidade de evento digna de um show solo, que ótimo que foi dentro de uma feira que celebra o game e suas extensões artísticas. A New World: intimate music from Final Fantasy foi outra atração musical na BGS 2025. Arte dentro da arte. Especial.
Com tanta missão e a corrida contra o relógio, nem todos estandes, áreas e experiências entraram na jornada – mas fica a sensação de loading para a próxima oportunidade…
