START #9 | Mais um ano de toalha, sequências e nostalgia

Comemoração para fãs da Cultura Pop vai além do 25 de maio, cada lançamento no cinema vira evento; Mario e Mortal Kombat cativam público com novos filmes e aumentam bilheteria

Dia da Toalha com suas referências; Super Mario Galaxy: O Filme; Mortal Kombat II (Imagens: Reprodução/Divulgação)

O dia da força, dos poderes, da magia, do conhecimento e tudo que couber na malinha de ferramentas da Cultura Pop25 de maio é para celebrar. A data simboliza o orgulho de ser fã, viver com responsabilidade seus gostos e dividir opiniões com respeito. As lutas, desafios e jornadas das maiores figuras da ficção foram para que as pessoas – também na realidade – possam viver tranquilamente suas vidas. Sem ameaças ou constrangimentos. O Dia da Toalha evoca diretamente Douglas Adams com seu O Guia do Mochileiro das Galáxias e a primeira exibição de Star Wars em 1977 – abraçando tudo que veio antes e depois, sem limite para o amanhã.

Atualmente, dois filmes reforçados pelo histórico dos games seguem em cartaz nos cinemas. Super Mario Galaxy: O Filme estreou no começo de abril, de lá pra cá mantém boa quantidade de sessões e serve como alternativa diante de grandes produções que vieram nas semanas seguintes, como Michael e O Diabo Veste Prada 2. Se não bastasse, os irmãos encanadores estão muito perto da casa do US$ 1 bilhão em bilheteria mundial. Com menos fôlego, a sequência – atual – de Mortal Kombat mudou sua linha de frente de personagens, trouxe Karl Urban (The Boys) para o elenco, prometeu mais fidelidade e o “konceito” dos jogos. O longa chegou no meio de maio e caminha – precocemente – para seus últimos fights nas telonas. Start nas resenhas:

Super Mario Galaxy: O Filme (2026)

Super Mario Bros. completou 40 anos. A vida da franquia no videogame contempla todas as idades. Sucesso. No cinema, a fase é mais nova e não esconde o seu público principal: as crianças. Roteiro fácil, origens descomplicadas e referências, uma fórmula que cativa, também, o adulto. No fim, é pra todo mundo. O que poderia ser visto como demora para entrada no segmento virou cogumelo encantado refletido em números crescentes – movimento para comemorar. Super Mario Galaxy: O Filme chegou como continuação da produção lançada em 2023, repetindo o êxito no visual e a expansão do universo da Nintendo com novas aparições. Visão de futuro.

Se antes Mario & Luigi estavam em uma jornada de descoberta, agora a dupla de encanadores subiu pelo cano, são heróis reconhecidos. O time é logo fortalecido com o carismático Yoshi. Sem enrolação, sua origem e incorporação ao grupo é mais apegada ao ritmo estabelecido pelo início do filme. Rápido. O recurso funciona, mas é um reflexo do todo, não se vê tanto aprofundamento nem na geração nem na resolução dos conflitos. Mad Max: Estrada da Fúria, Star Wars e Guardiões da Galáxia são algumas menções da Cultura Pop para além do universo dos próprios protagonistas. Muito bom!

O retorno da dupla de diretores Aaron Horvath e Michael Jelenic consagra o projeto-parceria entre Nintendo e Illumination (Meu Malvado Favorito). No Brasil, a animação foi vista por mais de 1 milhão de pessoas somente em sua semana de abertura – no período de quarta-feira a domingo. Ainda vendendo ingressos, Super Mario Galaxy: O Filme repete o feito de quando estreou a franquia há três anos, alça a flâmula bilionária e deixa no jeito o cartucho para uma próxima fase – a formação da trilogia é questão de tempo.

Mortal Kombat II (2026)

Dois reinos. Um grande torneio. Da fama dos videogames para sua atual filmografia, o centro da trama de Mortal Kombat não sofre mudanças radicais. Até repete o esquema. Mortal Kombat II (2026) desde sua produção viveu seu próprio embate, o filme sequência contra o filme independente do lançado em 2021. O dilema ficou mais concentrada na forma de lançar (vender) o produto e laçar (aproximar) o público. No final, o longa é um misto dos dois: funciona sozinho e segue a história. Porém, se a visão de mercado fosse pela correção total de rota, o todo não precisaria durar uma rodada. Um pause seria bem-vindo. Valeria um universo de MK nos cinemas? Contido. Respeitando seu tempo. Do tamanho do orçamento e pretensão.

A Terra em risco, a divisão dos lutadores e a competição valendo a existência. Mortal Kombat II é intenso. Divertido. Com boas lutas. Mas… Será que para sua sobrevivência na sétima arte foi a melhor escolha de roteiro? Um personagem central, solitário, ameaçado pelos seus fantasmas, incrédulo até se perceber dentro de um grupo no meio de uma luta grandiosa. Homem de Ferro? Sim, a fórmula de maior sucesso dos heróis – com sua construção e estágios – poderia ter inspirado um dos protagonistas de MK II.

Lá no Universo Cinematográfico da Marvel as histórias iniciais carregaram até o tão aguardado ápice. Em Mortal Kombat II, Johnny Cage, interpretado por Karl Urban (The Boys), tem potencial e funcionaria como ótimo ponto de partida. O homem vive um filme dentro do filme. O ator-sucesso preso a uma época feito para o gênero resumido em perseguição, luta e explosão. A representação de Jean-Claude Van Damme (O Grande Dragão Branco). Seu esquecimento nas convenções Vs o consumo da nova geração. Resultado: perdido. A vivência nessa derrota, descrente até recuperar o espírito de campeão, daria um argumento completo.

Fato: a história – gênese – de Cage como é empregada agrada, mas parece um desperdício quando o personagem avança rapidamente rumo ao heroísmo. Sem pressa, teria uma jornada modo Tony Stark pela frente. Ed Boon – o criador de Mortal Kombat (1992) – vive uma cena ao lado de sua criação. No bar. Tipo de Stan Lee no MCU. Uma dose que poderia ter sido melhor apreciada para dar tempo ao público de se importar com a obra. MK deve até puxar um terceiro filme para esta geração – “venha até aqui” – com mais service, especiais e sangue, porém, sem chegar no tão cobiçado topo que poderia.

START é o espaço dedicado no Território Livre Fm para a Cultura Pop e suas expressões, links e tudo aquilo que fizer sentido depois do ato de dar o START – novo texto toda semana

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